sábado, 27 de março de 2010

Abstenção de Conflito

Em sua secular história, a Maçonaria tem passado por muitos períodos de crise, externa ou interna, resultantes em geral de guerras, revoluções, ditaduras e golpes com diversas finalidades. A influência perniciosa das soluções sociais violentas perdura durante muitos anos na vida das nações, prejudicando a evolução dos povos. A Maçonaria também tem sofrido, ora na destruição de suas organizações, ora na eliminação de maçons, como ocorreu na Alemanha hitlerista e em países ocupados, como se deu na França..
Nas fases mais brandas de perseguições a Ordem foi infiltrada por agentes do poder dominante ou de instituições inimigas e durante anos sofreu essa influência negativa, que levou a desentendimentos entre Irmãos, a conflitos nas colunas e a outros sinais de desunião vindos especialmente pela via político-partidária.
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A força da Maçonaria está na união dos Irmãos, e tudo o que vier a enfraquecer essa velha tradição há de ser tido como produto da incompreensão dos fundamentos da Ordem  -  a fraternidade,  a tolerância, a obediência  à lei, o culto da virtude, a prevalência  de espírito - que se opõe “terminantemente” ao “recurso à força e à violência para a consecução de quaisquer objetivos.”
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O cidadão de qualquer país vive numa sociedade cheia de antagonismos sociais, econômicos, nacionais, raciais, etc. - que lhe afetam profundamente a vida. Nenhuma dessas contradições pode ser trazida para dentro da Maçonaria, onde se aspira a um ambiente de paz e harmonia, favorável trabalho diuturno pelo aumento da felicidade humana.
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Na Maçonaria está concentrada a parte melhor da humanidade, aquela parte que consegue transpor o nosso pórtico, exigindo-se para isso a preparação da alma no sentido do bem. A reverência às virtudes, prática consagrada na Maçonaria, engrandece a alma e paulatinamente a faz erguer o templo interior do homem - apanágio do iniciado. Cabe aos maçons impedir que a Sublime Ordem venha a ser contaminada pelos vícios que permeiam o mundo da competitividade exagerada, do personalismo exacerbado e da indiferença para com os fracos.
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Brasília, 26.03.2010.
Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral - GOB

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