terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Independência do Grande Oriente

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral
A ascensão de uma mulher ao primeiro posto na liderança política do nosso País e à chefia da administração do Estado Brasileiro surge como a nova demonstração da potente democracia que nos tem enobrecido nas quase três décadas mais recentes. Trata-se da queda de mais um tabu da nossa cultura e de maior aproximação da nossa legenda máxima: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
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A própria campanha eleitoral, desenvolvida em ambiente de amplo e livre debate, chegou ao fim sem qualquer nódoa, de fraude ou de violência, o que enche de orgulho o nosso povo, principalmente se compararmos o Brasil, a nações do mesmo nível de desenvolvimento ou mesmo de condição superior à que conseguimos alcançar.
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Os eleitores brasileiros escolheram, nas últimas eleições, aqueles dirigentes políticos, aqueles gestores da administração pública que mais dignos e capazes lhe pareceram, para ocupar os cargos aos quais se candidataram. A luta dos partidos, que celebramos como característica do sistema democrático, proporcionaram, por outro lado, larga margem de avaliação dos candidatos.
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Cabe agora, ás agremiações partidárias e aos seus seguidores o acompanhamento das ações do governo em suas diversas esferas, no sentido de sustentar a curva ascendente de crescimento econômico e assegurar o aperfeiçoamento do estado de direito de que hoje desfrutamos, graças, por um lado, ao desassombro e determinação da nossa juventude, e por outro, à prudência e sensibilidade dos mais antigos.
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Temos de admitir que o período de um mês e meio é insuficiente para o julgamento de uma administração estatal. O nosso regime político estabelece, porém, a substituição de qualquer governante, extinto o prazo constitucional. Assim é a democracia que praticamos em nosso País.
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O Grande Oriente do Brasil, fiel ás suas particulares disposições constitucionais, exige de seus iniciados o devotamento à Pátria e a obediência à Lei. Os maçons devem exercer plena cidadania no seio dos partidos políticos, conforme assim lhes agrade, certos, todavia, de que a Instituição Maçônica, sem adotar posição político – eleitoral, poderá colaborar com o poder público, como tem ocorrido e ocorre hoje , quando solicitada, tendo em vista seus compromissos com a Nação e com o progresso e a felicidade do nosso povo, e respeitando nossos legítimos representantes.
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Poder Central 11.02.11
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Marcos José da Silva

Grão-Mestre Geral

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