sábado, 1 de agosto de 2009

EXALTAÇÃO IR.´. PAULO FIRPO















A Loja Castro Alves - 1704 realizou no dia 31.07.2009 a exaltação do irmão Paulo Firpo. O seu filho Marco Aurélio (padrinho) foi o segundo vigilante do evento.
A grande curiosidade e destaque foi o filho ser padrinho do Pai com mais de 80 anos de idade.
O venerável Luciano Suedde sentiu muita honra em presidir a sessão que marca a sua gestão e a história da Loja.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fábula:És Maçom?

Só me lembrava daquela forte dor no peito.
Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?
Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim, contudo, não tinha coragem de abordá-las.
Mas, espere. Que grupo seria aquele reunido e de terno preto?
Lógico! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório de roupa preta. É claro! São Irmãos!.
Aproximei-me do grupo. Ao me verem chegar, interromperam a conversa.
Discretamente executei o S\de S\, obtendo resposta.
A alegria tomou conta de mim. Estava entre amigos.
Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.
Responderam-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado.
Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?
- Estão bem, não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.
Ainda assustado, indaguei do motivo de suas vestes.
Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico; foi a resposta.
- Templo Maçônico? Vocês têm um?
- Sim, claro. Por que não?
Senti-me mais à vontade, afinal sou um Grande Inspetor Geral e com certeza receberei as honras devidas ao meu Gr\.
Pedi para acompanhá-los, no que fui atendido.
Ao fim da pequena caminhada divisei o Templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme.
As colunas do pórtico eram majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei grupos de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.
O que parecia o líder do grupo, que me acompanhava, chamou um Irmão que estava adiante:
- Irmão Exp\! Acompanhai o Irmão recém chegado, e com ele, aguarde.
Não entendi bem, afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada, pois para um Gr\33, não poderia se esperar nada diferente.
Verifiquei que os Irmãos formavam o cortejo para entrada no Templo. À distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.
De tanta emoção não conseguia dizer nada. O tempo passou... Não pude medir quanto.
A porta do Templo se entreabriu, e o Irmão M\de Cer\ encaminhando-se a mim, comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele.
Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância? Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo.
Estranho... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riqueza.
Verifiquei, rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande.
Uma luz brilhante, vindo não sei de onde, iluminava o ambiente.
Cumprimentei o V\ M\ e os VVig\ na forma usual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados, respeitosos.
Não sabia o que fazer. Aguardava ordens, .e elas vieram na voz firme do V\M\, que, na forma de costume, me perguntou se eu sou maçom.
Reconhecendo a necessidade de tal formalidade em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo e o fiz, também pela forma de costume.
Aguardei com segurança, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V\ M\ dirigindo-se aos presentes, indagou:
- Os IIr\, aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta?
O silêncio foi total.
Dirigindo-se a mim, o V\M\ falou:
- Meu caro Ir\visitante, os IIr\ aqui presentes, não o reconhecem como Maçom.
- Como não? Disse eu. Não vêm as minhas insígnias? Não verificaram os meus documentos?
Sim, caro Ir\, retrucou solenemente o V\ M\. Contudo, não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas ou insígnias para ser um Maçom. É preciso, antes de tudo, ter construído o “seu Templo”. E verificamos, que tal não ocorreu com o Ir.’.. Observamos, ainda, que apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter galgado ao mais alto dos GGr\, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
Não pude agüentar. Retruquei:
- Como efêmera? Vocês que tudo sabem, não observaram minhas atitudes fraternas?
Fui interrompido.
- IIr\, vejamos então sua defesa...
Automaticamente, desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão, e na imagem, reconheci-me junto a um grupo de IIr\ tecendo comentários desairosos contra a administração de minha Loja.

Era verdade.
Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos. Lembrei-me, então, de minhas ações beneficentes. Indaguei-os sobre tal.
E mudando a imagem, como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tr\ de B\. Era fato, e costumeiramente o fazia, por achar que o óbolo não seria bem usado.
Por não ter o que argumentar; calei-me. E as lágrimas de remorso brotaram-me nos olhos. Iniciei a retirar-me, cabisbaixo, e estanquei ao ouvir a voz autoritária e, ao mesmo tempo fraterna do V\ M\.

- Meu Ir\, reconhecemos suas falhas quando no orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos, também, que o Ir.’. foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos, em sua iniciação, protegê-lo, e o faremos. O Ir\ terá a oportunidade de consertar seus erros. Afinal, todos nós aqui presentes, já os cometemos um dia.

Descanse neste plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria, para novas experiências, nós o encaminharemos para a Ordem Maçônica. Sua nova caminhada, com certeza, será mais promissora e útil.
Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado.
Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza, ali eu desbastara um pedaço de minha P\ B\.
Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração, disparado. Levantei-me assustado, mas com certa alegria no peito. Havia sonhado!
Dirigi-me ao guarda-roupa. Meu terno ali estava.
Instintivamente, retirei do paletó as medalhas e as insígnias, e guardei-as em uma caixa.


Ainda emocionado, com os olhos embaçados e lacrimejantes, dirigi-me à minha mesa, e com as mãos trêmulas, porém acometido de uma alegria luminosa, sacudir a poeira da gaveta, e dela tirei o Ritual de Ap\ Maç\. Com um carinho especial, iniciei a sua leitura, igualmente como aconteceu naquele dia em que fui iniciado na Sublime Ordem.
Agradeço ao SADU em me conceder ser um Eterno Aprendiz.
Texto do Ir\Carlos A. Guimarães
Pedro Cardoso Neto. M\ M \
Trabalho apresentado em 10 de julho de 2009.

terça-feira, 28 de julho de 2009

XXVI - CONGRESSO MAÇONICO DO GOEB


O GOEB estará realizando, nos dias 04, 05 e 06 de setembro, seu XXVI - Congresso Maçônico. Serão disponibilizados, em breve, a programação, pacotes de viagem e informações sobre a rede hoteleira.

Vamos fazer deste congresso o maior encontro maçônico já realizado na Bahia!

domingo, 26 de julho de 2009

ENCONTRO ESTADUAL GOEB

Reunião do Grão-Mestre Humberto Lopes Cedraz, com todos os Veneráveis Eleitos
para o biênio 2009 / 2011, Secretários do GOEB, Coordenadores, Conselheiros, Oradores, Presidente da PAEL, Membros do Tribunal Eleitoral, Procurador e Sub-Procuradores. Tribunal de Justiça.
O evento contou aproximadamente com 280 irmãos.

sábado, 25 de julho de 2009

A Maçonaria no Mundo Moderno: Informações Globalizadas pela Internet

Em uma pesquisa realizada no dia 17 de Julho de 2009, nos três maiores sites de busca da Internet com os termos Maçonaria OR Maçon OR Maçom, obtive os seguintes resultados:
* Google: Aproximadamente 22.400.000 no mundo e 248.000 no Brasil.
* Bing: Aproximadamente 12.700.000 no mundo e 186.000 no Brasil.
* Yahoo: Aproximadamente 50.900.000 no mundo e 1.700.000 em português.
A primeira página de cada um destes mecanismos de pesquisa trouxe páginas de fontes e autores diversos, contendo opiniões neutras ou positivas sobre a maçonaria.
O primeiro resultado da busca no Google é uma página da Wikipédia, a enciclopédia livre (http://pt.wikipedia.org/wiki/Maçonaria), contendo informações generalizadas sobre o tema, com itens como Origens, Ritos, Graus, Obediências, A Regularidade Maçônica, Maçonaria e catolicismo, A Maçonaria no Brasil, A Maçonaria Em Portugal, Bibliografia, Referências, “Ver também”, e Ligações Externas. Este artigo não é detalhado, nem informa segredos maçônicos (como códigos, senhas, abreviações) que possam “iniciar” um profano autodidata.
O segundo resultado nesta mesma página é um portal maçônico português (http://www.maconaria.net). Criado em 1999, inicialmente profano (fonte de Goteira), apresenta hoje conteúdo extenso dobre este assunto. É fonte de informações detalhadas sobre os mesmos itens do artigo da Wikipédia, além prover textos valiosos acerca de outros assuntos, em especial a mitologia do antigo Egito. Em uma rápida vasculhada, percebi que apesar da exposição pormenorizada do tema, não havia referências a segredos maçônicos.
Mudando os termos da pesquisa na Internet para maçonaria OR maçon OR maçom AND demônio, obtive cerca de 30.800 resultados, tendo as primeiras duas páginas 19 resultados (em um total de 20) de opiniões negativas, majoritariamente produzidos por cristãos de igrejas evangélicas. O interesse destas páginas é denegrir a Ordem Maçônica, tentando distorcer e acrescentar falsas informações. Participam também dos comentários destas críticas ditos “ex-maçons”, que, contrariando o juramento feito em iniciação (se realmente a realizaram), contribuíram para aquelas fontes.
Uma nova busca com os termos maçonaria OR maçon OR maçom AND segredo, retornou aproximadamente 47.200 resultados. A primeira página é de um “Goteira” (link não disponibilizado), e já traz explicação de segredos e códigos, apesar de discorrer de maneira coerente abordando temas interessantes. Abrindo os demais links, percebo exposição desenfreada de conteúdo que deveria ser sigiloso. Um dos portais que mais trazem páginas acerca desse assunto é o Scribd (http://www.scribd.com), permitindo compartilhamento de documentos em texto, inclusive com fotos, de senhas, palavras-passes, aperto de mão e outros códigos (link não disponibilizado).
Conclusão
Os Mistérios maçônicos não são apenas “segredos”, como rituais e códigos. Sobrepujam as palavras, sendo mais importante o silêncio. Escondem as frases através de abreviações aparentemente indecifráveis, com seus três pontos em forma de delta. Definem uma crença no Supremo Arquiteto do Universo, sendo ele o Ente superior da religião de cada irmão. Fundem-se em simbolismos com inscrições, leituras, rituais, práticas (diárias e no templo), ferramentas de trabalho. Solicitam mecanismos de reconhecimento entre irmãos, como códigos, toques e sinais, permitindo que a conversa transcorra de acordo com a natureza do interlocutor (profano, aprendiz, companheiro, e mestre com seus níveis). O principal segredo maçônico é uma coisa íntima, originado no fundo do coração. É ele que permitirá que a verdadeira Maçonaria entre em cada irmão. Essa descoberta pessoal é possível primeiramente através do conhecimento intelectual, possível após as três viagens do iniciado. A partir da disciplina e ações pode-se “aumentar” este segredo, galgando-se degraus no estudo maçônico. Talvez o maior segredo guardado pelos maçons seja que não exista nenhum segredo. Porém por ser uma sociedade discreta, não há esforço em expor ou esconder informações apenas para afagar curiosidade alheia.
Acredito que devesse haver mais sites e portais realmente maçônicos, que pudessem disseminar o seu verdadeiro pensamento, através da explicação e exposição dos seus ideais e fundamentos. Isso não seria suficiente para acabar com as críticas negativas, mas pelo menos daria fundamentos substanciais para o profano interessado no assunto tirar suas próprias conclusões.

Ir.: Marcus Daniel
Comp.: